
As discussões recentes sobre o excesso de magreza das modelos acabou impactando no mercado que produz roupas extragrandes. Uma reportagem do portal de moda Stylesight mostra que, apesar de essa indústria especializada existir há décadas, só recentemente as modelos plus-size começaram a ganhar fama e status. Além de fazer campanhas e desfiles, muitas dessas garotas defendem o fim do preconceito contra as mulheres que saem do padrão magérrimo. Ao dividir suas histórias pessoais e suas jornadas pela aceitação do próprio corpo, elas acabaram se tornando heroínas desse público. Depois de sofrer anos a fio com distúrbios alimentares na tentativa de se enquadrar nas medidas usuais das modelos, Crystal Renn assumiu suas curvas e, em 2003, passou para a divisão plus size da Ford Models, abrindo caminho para outras colegas que estavam na mesma situação. Hoje, ela trabalha com fotógrafos famosos, como Patrick Demarchelier, Steven Meisel e Ellen Von Unwerth, e está nas capas das revistas mais badaladas do planeta. De quebra, ainda publicou o livro Hungry: A Young Model’s Story of Appetite, Ambition and the Ultimate Embrace of Curves (Fome: A história de uma Jovem Modelo e seu Apetite, Ambição e finalmente Aceitação das Próprias Curvas).

Em abril de 2010, a censura de um comercial de lingerie com a modelo plus size Ashley Graham nas redes de TV americanas Fox e ABC causou polêmica e um enorme debate nos Estados Unidos já que outros anúncios (como a campanha da Victoria’s Secret com quatro modelos magras e também muito corpo à mostra) continuaram no ar. Com 22 anos e vestindo tamanho 16 (equivalente ao 50 no Brasil), Ashley (também da Ford) não se abalou com a confusão, mas aproveitou o momento para capitalizar seu nome.
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